PALAVRAS DE SEDA

Escrever é um ato solitário, é colocar-se em palavras. Palavras são como folhas de plátano soltas ao vento... em direção aos novos horizontes, voando irreverentes sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem... sempre a favor do vento.
Assim é o ato da escrita, deixar fluir palavras que, voando devagar, ao caírem, adubarão terras distantes.

















































































































domingo, 4 de setembro de 2011

XV BIENAL DO LIVRO RIO





Os corredores sempre lotados. 
O que mais me chamou atenção no público que frequenta a Bienal do Rio foi o detalhe de que os familiares, sempre unidos, participam de todos os eventos com alegria contagiante.



                 Meus novos amigos: Beatrizes (sim... as duas têm o nome Beatriz... lindas!), Guilherme.



Eu e Simone Magno da Rádio CBN (já publiquei aqui no blog o link com minha entrevista na CBN).



Eu na Bienal... tudo de bom!

    Eu, Gilda (filha de Nize Garcia Brêtas e Cantídio Brêtas) e Paulo.







Entrevista para a TV PUC do Rio 


Entrevista, ao vivo, na rádio Rio de Janeiro. 


Nicolau Kietzmann, assessor de imprensa da Editora Santuário/ Idéias & Letras.

Agradecimentos especiais:
Ao Pe. Marcelo Conceição - pelo belíssimo estande e programação da editora Santuário na Bienal do Rio.
Ao Nicolau Kietzmann por agendar tantas entrevistas (cinco) para mim no curto tempo em que participei (quatro horas).
Ao Avelino Grassi pela disposição de me buscar e me levar ao aeroporto Galeão.
Para todos, muito obrigada!
Rita Elisa Seda













Categorizado em | Bienal do Rio 2011
Postado em 10 setembro 2011 por Guilherme de Carvalho


Rita Elisa Seda, jornalista, escritora e biógrafa de Cora Coralina, esteve na XV Bienal do Rio e falou conosco sobre o livro Cora Coralina – Raízes de Aninha (Editora Ideias & Letras, 472 páginas, R$ 51), que escreveu em parceria com o sociólogo Clóvis Carvalho Britto.


Rita Elisa pertence à UBE – União Brasileira de Escritores, à REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras,  pertence à Academia Joseense de Letras – AJL e é uma das fundadoras da AVLA – Academia Valeparaibana de Letras e Artes. No bate-papo a escritora fala sobre o livro, a relação dapoeta com Carlos Drummond de Andrade, sobre o museu Casa de Cora Coralina e a recepção da obra de Cora.

Como o livro surgiu e por quê?
Clóvis trabalhou no museu Casa de Cora Coralina durante 15 anos, e eu guardo desde 1982 tudo que acho sobre a Cora. Então nós unimos nossas pesquisas e pelo museu Casa de Cora Coralina, em razão da comemoração de 120 anos da autora, nós fizemos o livro.

Como foi o processo de escrita do livro? Vocês escreveram esboços durante a pesquisa ou redigiram o livro só depois dos dados, depoimentos e do material reunidos?
Nós fomos alinhavando. Resolvemos dividir assim: como o Clóvis conhecia muito bem o estado de Goiás e de Brasília ele ficou com essa região, até para se aprofundar mais nas pesquisas, tanto que ele encontrou muito material inédito sobre a obra de Cora. E eu fiquei com o estado de São Paulo, porque ela viveu lá mais de 40 anos, nas cidades de Joboticabal, Penápolis, Andradina e a própria cidade de São Paulo.

Cora Coralina é bastante conhecida por ter começado a escrever muito tarde. De acordo com a sua pesquisa, trata-se de uma informação verídica ou é um daqueles mitos que cercam escritores?
Esse livro vem justamente pra quebrar esses paradigmas. Nós acabamos descobrindo publicações de Cora quando ela tinha apenas 16 anos, em 1905. Ela já assinava Cora Coralina e a primeira publicação dela foi aqui no Rio de Janeiro, no jornal Tribuna Espírita. Ela fez uma crônica e foi publicada. Então além desse mito, como você disse, vários paradigmas de estudo sobre a biografia de Cora foram quebrados com o livro, e por isso ele é um marco.

Interessante, porque o que se sabe é que a família impôs proibições sobre a escrita e a publicação de Cora Coralina.
Isso é um mito porque o Cantídio, marido de Cora, que dizem ter proibido ou inibido a vocação literária dela, era redator-chefe do jornal em que ela publicava em Jaboticabal. Então como ele poderia podá-la de escrever? Primeiro que ela não aceitaria, depois há documentação provando o contrário do senso comum.

Cora também trocava muitas cartas, e ficou muito amiga de Carlos Drummond de Andrade, que foi quem a ajudou em termos de publicação, apresentando a poesia dela. Como era essa relação?
É verdade. E até é por isso que existe esse mito que estávamos discutindo anteriormente. Quando Drummond despontou Cora no cenário literário nacional ela já tinha uma certa idade, então foi por isso que ficou enfatizado que Cora começou a escrever com mais de 70 anos. Ele faz uma crítica sobre o livro dela Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, de 1965, e a partir daí eles começam a trocar correspondências, mantendo essa relação durante muito tempo. Ela tinha um amor fraternal por ele e dizia que Drummond encontrou no rio Vermelho um diamante e o lapidou, porque foi ele que a apresentou para todo o mercado nacional.

Os arquivos dela e sobre ela estão guardados onde? Existe alguma fundação, algum instituto, coleção particular ou museu cuidando desse acervo?
Os arquivos estão no museu Casa de Cora Coralina, na Cidade de Goiás. Contém o acervo doado pela família, pode ser visitado e manuseado. Lá vocês encontram muitas informações sobre a vida não só de uma Cora poeta, mas também política, candidata à vereadora pela UDN, uma Cora ambientalista, uma Cora que foi comerciante, porque ela tinha a Casa de Retalhos e da Cora religiosa, que foi da Ordem Terceira de São Francisco. E tem um acervo vastíssimo com a filha de Cora, Vicência Bretas, que é muito bonito.

Como você espera, daqui para frente, a difusão da obra dela comercialmente e até em termos acadêmicos, como pesquisas, teses etc.?
A Cora tinha um mote de sua vida e obra que era procurar viver a frente do seu tempo. Em seu primeiro livro ela disse que escrevia para as gerações vindouras, para aquelas que ainda iam chegar. E eu acho que chegou a hora. Eu convido a todos para que leiam Cora Coralina.


8 comentários:

Silvinh@ disse...

R I T E L I S A, QUE SHOWWWWWWWW, minha amiga!!! Lindo demais... Adoro este ambiente!!! Pessoas de todas as raças, todas as classes sociais, todos os credos...Pessoas de todas as idades, gêneros e estilos de vida. A cultura atraindo pessoas diferentes, mas com o mesmo espírito, buscando cultura, conhecimentos...Linda Festa Literária!!! Acredito Ritelisa, que para você, uma escritora que FAZ A DIFERENÇA, entre tantos escritores, foi mais uma oportunidade de levar, proporcionar aos seus leitores, através de seus livros, um pouco mais de Deus, amor, solidariedade, respeito, amizade, alegria, fé, paz, e certamente cultura. PARABÉNS PELA SUA PARTICIPAÇÃO NESTE BELO EVENTO!!! PRA VOCÊ DESEJO SEMPRE, SEMPRE...SUCESSO E VITÓRIAS EM DEUS!!! QUE DEUS TE PROPORCIONE MAIS E MAIS DIAS, MOMENTOS COMO ESTE, VOCÊ MERECE, MINHA AMIGA...QUE DEUS TE INSPIRE SEMPRE, E COM CERTEZA OS BENEFICIADOS SEREMOS, NÓS... SEUS LEITORES, SEGUIDORES. RITELISA, VOCÊ ESTÁ COM CERTEZA, COLHENDO FRUTOS E MAIS FRUTOS DE SEU SÉRIO E COMPROMETIDO TRABALHO. PARABÉNS!!! SUAS FOTOS ESTÃO LINDAS, E MAIS VOCÊ COMO SEMPRE, ELEGANTÉRRIMA!!!kkkkkkkkkkk
Beijos, forte e carinhoso abraço.

SUA SEMPRE AMIGA...

Silvinha

SONYA MELLO disse...

Amiga, parabéns pelo evento e pelo sucesso que está alcançando seu trabalho! Te admiro muito!

Rita Elisa Seda disse...

Querida Silvinha, foram momentos maravilhosos na Bienal do Livro do Rio. Realmente a Literatura está sendo procurada por crianças, jovens e adultos de todos os níveis sociais. Amei ver tanta gente saindo dos três pavilhões carregando sacolas e mais sacolas de livros. Foi tudo de bom. Beijos, felicidades e a paz!

Rita Elisa Seda disse...

Querido Sonya Mello. Eu, também, admiro seu trabalho. Você é uma lutadora e, com isso, uma vencedora! Suas obras naïf são maravilhosas e suas crônicas belíssimas. Sejamos felizes sempre! Beijos.

Inajá Martins de Almeida disse...

Querida amiga

Imensa saudade. Que lembranças marcantes. Retalhos inesquecíveis. Somos nós agraciadas com tanta informação. Dia após dia você está nos envolvendo em sua biografia. Fotos, fatos, encontros inebriantes. Fico feliz por fazer parte dos seus retalhos.
Um beijo e sucesso eterno. Obrigada por este rico momento.

Rita Elisa Seda disse...

Querida Inajá, minha colcha de retalhos tem me aquecido ultimamente. Ela tem o poder de abrigar-me em qualquer circunstancia. São retalhos costurados em palavras de Seda, dentre os quadros que compõem a colcha tem um com você, em Araraquara, quando caminhamos pelo caminho dos Dinossauros, em noite fria de maio. São momentos como esse que marcam minha colcha de retalhos. Beijos, felicidades e a paz!

norália disse...

Como é bom participar, mesmo à distância e através de fotos, o sucesso merecido de uma amiga, excelente mestra de viver melhor!
Obrigada pelas fotos.
Abraços,
Norália

Rita Elisa Seda disse...

Norália querida, quase não tirei fotos porque o tempo foi curto. Estas que postei no blog foram tiradas com minha câmera, poucas, mas o pessoal da Editora Santuário tirou mais algumas e logo logo vou pedir para eles mandarem para mim. Daí eu as coloco no blog. OK? Obrigada pela força! Beijos, querida amiga, felicidades e a paz!