PALAVRAS DE SEDA

Escrever passou a ser necessidade diária, como a respiração mantém o corpo vivo, o ato de escrever mantém minha alma solta para trafegar pelo mundo dos sonhos.
Ao me deixar levar pelas palavras visualizei novo horizonte e criei asas. Voei.
Em vinte anos escrevi dezenove livros em vários estilos: conto, crônica, poesia, romance e biografias.
Alguns de meus livros biográficos foram livremente inspirados para o cinema e TV. Ganharam prêmios.
O importante é continuar escrevendo, registrando histórias e estórias para que a memória não se perca no mundo digital.
De tanto escrever biografias resolvi deixar o registrado meu ensaio biográfico cujo viés é meu Anjo da Guarda. Pode parecer um pouco estranho, porém é bem real. Por isso, acesse também o meu blog "Os Anjos não envelhecem", eu disponibilizei meu livro na íntegra, onde constam fotografias e documentos. O livro físico está esgotado.
Viaje através das palavras. Bem-vindo (a).

















































































































sábado, 27 de junho de 2020

ANJO JARDINEIRO - FLORES DE NHÁ CHICA

ANJO JARDINEIRO!

Aprendi, durante mais de 50 anos que Deus permite nosso Anjo nos trazer mensagens que devemos ter discernimento para escuta-las e sabedoria para executá-las. Muitas vezes eu tive o discernimento do que deveria fazer e pensei assim: ‘já que meu Anjo me deu o discernimento Ele vai atuar e fazer que isso aconteça’... e muitas vezes isso não aconteceu, porque eu fiquei de braços cruzados esperando que o enviado de Deus agisse em meu lugar.
Entendi, depois de perder muitas graças, que preciso agir, que o caminho foi ensinado, mas preciso andar. Algumas vezes aconteceu de não precisar fazer algo para a realização, mas foram poucas vezes e, mesmo assim, foram tão marcantes que pensei que eu tivesse atingido um patamar especial na convivência com meu Anjo. Na verdade eu abri a guarda, pensei que nada mais dependesse de meu querer. Até que, algumas coisas ruins começaram a acontecer e, entendi que eu precisava agir, pois culpar meu Anjo por esses acontecimentos não me levaria ao entendimento supremo, ao Criador. Ficamos com problemas financeiros e, por isso, colocamos o sítio à venda. Mesmo assim, acatei a sugestão do Anjo e levei as flores para o sítio.
Cheguei ao sítio e deixei as mudas embaixo de uma árvore, em frente à porta da cozinha, para plantá-las depois que chovesse. Mas, a chuva não veio. De olho no céu em busca de nuvens de chuva a cada hora eu verificava as plantinhas, se muito secas... eu as molhava, cuidando para não encharcar. Até mesmo na madrugada eu verificava se as plantas estavam bem. Os dias passaram, o calor era intenso. Até que, em certo dia, bem cedinho, eu resolvi e plantá-las em diferentes locais no jardim. Plantei-as e as marquei com pedaços de bambu; pois ao roçar o jardim, poderia machucar ou, até mesmo, arrancar as mudas.
Depois de plantadas, orei para que Nhá Chica me desse discernimento a respeito do sítio. Foi quando me veio à memória que aquele dia era a data de aniversário de minha avó Pepa e de tia Elisa (cinco de fevereiro). Fui para o quarto e chorei muito. Algo estranho tomou conta de meu coração, tanto pela minha avó, quanto pela minha tia. Orei pelas almas delas e pedi muito pela minha família, pelos parentes, pelos amigos e pelos que leem o livro Nhá Chica Mãe dos Pobres. Uma onda de felicidade invadiu minha alma.
O calor estava demais, disseram que era o verão mais quente dos últimos 70 anos, mesmo à noite fazia 25 graus e de dia, chegou aos 37 graus, ali naquele lugar onde a temperatura sempre foi baixa. Eu cuidava o tempo todo das mudas, sempre de olho para não secarem. Fiz um sistema de irrigação que acionava de manhã e à tarde para que as mudas estivessem hidratadas. Incrível é que, minutos depois de tê-las plantado, as minhas criações (galos, galinhas, pintinhos, pombas, passarinhos, cachorros e um gato) ficaram no entorno das florzinhas de Nhá Chica, deitaram e passaram a maior parte do tempo ao lado das plantinhas. Chegou ao ponto de não ter lugar para uma das galinhas e ela, por incrível que pareça, voou até o alto do poste (ao lado das mudinhas) e de lá... ficou olhando as florzinhas.
Depois de aguar minhas florzinhas de Nhá Chica resolvi dar uma volta pelo sítio. Desci o morro, passando pela gruta de Nossa Senhora de Lourdes, peguei estrada, como sempre, ando apenas dentro de minha propriedade. Passei pela parte mais longa da estrada, com olhar atento ao rio, às árvores, às pedras do caminho; fiquei assustada pelo mato seco, pelas árvores ressequidas, pelo rio com pouca água. Quase não havia vegetação no caminho, até que algo me chamou atenção... eu vi, na beira na cerca, uma touceira verde, bem verde.
Cheguei mais perto, esfreguei os olhos, meu coração palpitou tanto que pensei que eu ia morrer. Olhei novamente e era mesmo verdade... ali, diante de meus olhos, uma touceira das florzinhas de Nhá Chica. Eu entrei em êxtase. Minha felicidade era tanta que não conseguia falar, na verdade não conseguia pensar. Nesse momento, senti minha alma e meu corpo em agradecimento a Deus, pela Misericórdia de Seu Filho Jesus, depois agradeci a Imaculada Conceição, me lembrei de quando levei as mudas até o altar em Aparecida, agradeci a beata Nhá Chica; me veio a lembrança da avó Pepa e, logo em seguida, me identifiquei no mundo. Como se eu estivesse aqui, neste mundo, para viver as maravilhas da FÉ.
Não sei quanto tempo fiquei ali, olhando as flores. Só sei que quando eu consegui sair dessa espécie de delírio da alma eu gritei pelo meu marido. Eu nunca havia gritado por ele assim de tão longe, ele se assustou e veio correndo, cortando caminho por meio do morro, desesperado. Daí eu gritei que era por uma coisa boa que podia vir devagar. Quando ele chegou eu mostrei para ele a touceira com as flores de Nhá Chica, ali na beira da estrada, tão longe do lugar onde eu havia plantado as que eu ganhei. Ele ficou admirado, não sabia se ria ou chorava, pois viu o quanto que eu cuidei e tive medo que as flores desaparecessem e, agora, ali, uma touceira da flor, sem que precisasse de irrigação ou atenção especial. Na verdade, aquela era uma atenção especial de Deus para conosco. Andei mais um pouco a cada passo uma nova touceira com as flores de Nhá Chica apareciam na beira da estrada, escondidas entre o mato e, outras, à mostra na terra seca.
Ainda hoje sinto este gosto de eternidade na minha garganta. Precisava registrar isso, escrever essa alegria. Sei que muitas tristezas entram no coração humano ao lerem as ruindades eminentes no mundo, sei também, que as alegrias precisam ser compartilhadas para que reguem a semente da FÉ. Na verdade este sinal de Nhá Chica é para dizer que não precisamos ficar tão preocupados, que é Deus quem está no controle e que Ele tudo pode, devemos apreciar as bondades do PAI’.

DICA: Partilhe com amigos as alegrias que você recebe de seu Anjo da Guarda. Também, deixe esses registros em um caderno, pontuando as alegrias desse convívio angelical. Não tenha receio em falar e em escrever. Seu Anjo vai gostar.


Um comentário:

edna disse...

Maravilhoso
Que benção de Deus. Sempre agraciada com as maravilhas angelical.

Um anjo que vem sempre a terra pra abençoar os filhos de Deus.