PALAVRAS DE SEDA

Escrever é um ato solitário, é colocar-se em palavras. Palavras são como folhas de plátano soltas ao vento... em direção aos novos horizontes, voando irreverentes sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem... sempre a favor do vento.
Assim é o ato da escrita, deixar fluir palavras que, voando devagar, ao caírem, adubarão terras distantes.

















































































































quinta-feira, 16 de outubro de 2008



No dia 30 de setembro, na Escola Estadual Professor Nélson Monteiro, em comemoração ao centenário de morte de Machado de Assis eu falei sobre as crônicas machadianas.

Muitos conhecem o Machado contista, romancista, dramaturgo e poeta. Mas poucos conhecem as crônicas dele. Começou como cronista e assim foi durante toda a vida. A crônica apurou seu olhar, ampliou seu horizonte, deu asas à sua liberdade. Todas belas.

Perfeccionista como era, ao pedirem que escolhesse algumas crônicas para um livro, já que ele havia escrito umas 700, ele apresentou ao editor apenas 6.

Recomendo : Um caso de burro e Crônica dos Burros. A visão lapidada de um cronista que a caminho da redação vê a morte de um burro. E, a transição dos bondes puxados por burro para os elétricos.

O melhor da palestra foi ver os olhinhos dos adolescentes brilhando, compenetrados na vida desse ícone da literatura brasileira... ou melhor, mundial!

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