PALAVRAS DE SEDA

Escrever é um ato solitário, é colocar-se em palavras. Palavras são como folhas de plátano soltas ao vento... em direção aos novos horizontes, voando irreverentes sem cordas para serem puxadas e sem lugar determinado para pousarem... sempre a favor do vento.
Assim é o ato da escrita, deixar fluir palavras que, voando devagar, ao caírem, adubarão terras distantes.

















































































































quinta-feira, 9 de junho de 2011

Contação de Histórias

Encontro com os autores do meu coração, autores dos nossos corações.

Hoje eu vou contar uma história muito encantada! Passeando pela estrada a fora fui vendo gente em todo lugar, gente boa com as palavras, que vai juntando as letras e formando palavras, textos, alguns de alegria, outros de arrepiar, de ensinar, de informar, de inspirar e muito mais!
Em uma de minhas paradas, encontrei-me com Izabel Fortes, à beira , de um rio , andando de “a ubá do Curumim”, precisei continuar minha caminhada, da roça fui para a cidade e na Câmara Municipal, tomei um “café com içás” junto com Iran Barboza e ele me contou poeticamente, histórias de “Dona Sebastiana de Tal” , ai ele realmente tem “um quê de poesia!”.

Na floresta vi uma bruxa ou será que era fada? Só sei que o nome dela era Ruth Guimarães. Ela tem magia com as palavras, ela sabe nos encantar.Ela estava sentada perto de uma “água funda”, segurava um caleidoscópio e junto dela estava “Pedro Malazarte” e “João Barandão”. Quantos causos contei e ouvi. Depois de muitos causos , entrei em uma “Terra de Histórias” , lá estava Carlos Varella, ao lado de um “Santo Frei” e fazia “Garranchos” , que garranchos que nada! Eram letras lindas que formavam muitos contos. Quantos garranchos eu , você fizemos e acabamos jogando fora , que pena, muitas preciosidades se perderam por aí.

Bom demais foi chegar ao coreto da praça e cantar com Paulo Barja, sua mala estava cheia de “cordéis”. Lembro-me de um que dizia:  "Naquela terra de sonho, quando a lua aparecia, era sempre em rios de ouro, que o luar se refletia”. Quantos saraus fizemos à luz do luar!

Mas, não canso da minha andança,e, assim vou descobrindo , respirando pura arte! Sabe que esses dias, fui parar no reino de Atir? E, lá junto com um lindo japonesinho, ouvi Rita Elisa Seda, contando  “Fábulas para Seishum!” Pura delícia!   Quantos “Retalhos de Outono” , recolhemos juntas!.

Acho até que pude ouvir Cora Coralina, declamando “Raízes de Aninha” em Goiás, na casa de Rita Elisa Seda.

E assim, fui ao Sítio do Pica-pau Amarelo e revivi as histórias de Monteiro Lobato. Aprendi Gramática com a Emília.Em Queluz tive aulas com Malba Tahan, foi assim, que aprendi Matemática, através de Histórias. Ele era realmente um “Homem que calculava.”

E são tantos outros especiais escritores, grandes artistas das letras, que em outra parada poderei contar para vocês. Têm muitos ainda por conhecer, por se descobrir!

No caminho que percorro sei que tem muitos anônimos também, seus nomes não são conhecidos por muitos,mas, suas palavras encantam quem pode ouvi-los, estar perto deles!

Estes são os autores do meu coração, espero que possam também ser do seu , dos nossos corações.

Muito bom andar, ver, ouvir, sentir tudo isso! E você topa caminhar comigo? E, descobrir muitas artes, magia, inspiração? Que tal?

Renata de Castro Camargo
 maio de 2011




Este mimo em forma de conto é uma homenagem que  Renata de Castro Camargo, coordenadora da EMEF Dr. Evangelista Rodrigues, Cachoeira Paulista -SP, fez para alguns escritores do Vale do Paraíba.
Da minha parte só tenho de agradeçer de coração pela lembrança gentil e carinhosa da querida Renata.

Rita Elisa Seda
Cronista, poeta, biógrafa, fotógrafa e pesquisadora.

4 comentários:

Inajá Martins de Almeida disse...

Deliciei-me pelo passeio literário. Fantástico.
A sensibilidade da autora ao percorrer caminhos até me inspirou também a buscar meus autores prediletos e com eles poder recolher retalhos de leituras.
Lindo Renata.
Expressivo demais Rita Elisa poder adentrar suas fábulas e recolher retalhos neste outono.
Parabéns sempre.

Rita Elisa Seda disse...

Querida Inajá, recolher retalhos de outono é bom demais, aliás, vou plantar três mudas de plátano para poder colher alguns retalhos daqui alguns anos. Em homenagem as minhas novas amigas. Beijos, felicidades e a paz!

Coordenadora Renata disse...

Querida Rita Elisa
Obrigada pelo carinho ao publicar meu conto em seu blog. Foi feito de coração e me deixou muito feliz ao escrevê-lo.
Quero muito ver os plátanos crescendo a cada dia, assim, como a nossa amizade!!!!!!!!!!!!!

Coordenadora Renata disse...

Inajá, que bom que você se inspirou a fazer uma viagem literária e escrever sobre seus autores preferidos. Quero poder conhecer este seu passeio!!!Obrigada pelas suas palavras e que bom que temos Rita Elisa como querida autora e amiga!!!!